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Simulação de acidente aéreo reforça formação prática de alunos de Medicina

Simulação de acidente aéreo reforça formação prática de alunos de Medicina

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Atividade integrou estudantes da UniFAJ em exercício realístico no Aeroporto de Viracopos e no Hospital Mário Gatti

Os estudantes do curso de Medicina do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ) participaram, nessa quinta-feira (26/03), de uma simulação de acidente aéreo com múltiplas vítimas. O 1º Simulado de Resposta à Emergência Aeroportuária foi uma realização da Rede Municipal Dr. Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar, por meio do Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP), em parceria com o Aeroportos Brasil Viracopos. 

O exercício simulou um incêndio em aeronave, com a necessidade de resgate de 19 vítimas com diferentes níveis de gravidade, incluindo casos de politrauma e queimaduras graves. A atividade ocorreu nas dependências do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, e no Pronto-Socorro do Hospital Mário Gatti, que recebeu as vítimas do cenário simulado. 

Estudantes do segundo e sexto anos do curso de Medicina da UniFAJ atuaram como figurantes e em apoio operacional, acompanhando toda a dinâmica de atendimento, desde o resgate no local do acidente até o transporte e a assistência hospitalar, com participação de equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

De acordo com a docente do curso de Medicina da UniFAJ, Celene Audi, responsável pela supervisão dos alunos durante a ação, a experiência proporciona um aprendizado que vai além da teoria. “Esse tipo de simulação permite que os estudantes desenvolvam competências essenciais para a atuação em situações críticas, como o raciocínio clínico rápido, a tomada de decisão sob pressão e a comunicação em cenários de alta complexidade”, afirma.

Entre as habilidades trabalhadas estão a aplicação de protocolos de triagem em massa, como o método START, o manejo inicial de traumas graves e a compreensão dos fluxos logísticos de atendimento, desde a chamada “zona quente” até a regulação e encaminhamento das vítimas. 

Além disso, os alunos exercitam competências comportamentais, como trabalho em equipe interprofissional, liderança, gestão do estresse e empatia em contextos de crise.

Teoria na prática

A experiência também foi destacada pelos próprios estudantes. Para Maria Rico, aluna do sexto ano da T2, a atividade representou uma oportunidade de vivenciar na prática conteúdos aprendidos em sala de aula. “É uma oportunidade incrível, muito enriquecedora. Poder colocar em prática o que estamos vendo na teoria, especialmente nas aulas de emergência, faz toda a diferença para entendermos como isso acontece na realidade”, relata.

Já Eduardo Menezes, também aluno do sexto ano da T2, ressaltou o realismo da simulação e o impacto da vivência. “A experiência é muito única. Mesmo sendo uma simulação, impressiona pela veracidade da cena. É algo indescritível e sou muito grato ao convite do Mário Gatti por nos proporcionar observar, avaliar e vivenciar toda essa dinâmica”, afirma.

A simulação também envolveu a integração entre diferentes instituições, incluindo serviços de emergência, equipes hospitalares e instituições de ensino parceiras, reforçando a importância da atuação coordenada em eventos com múltiplas vítimas.Para a docente, o engajamento dos estudantes foi um dos pontos mais marcantes da atividade. “O comprometimento demonstrado durante toda a simulação evidencia a importância de iniciativas como essa para a formação de médicos mais preparados para a realidade dos serviços de saúde”, destaca.

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