
Atividade desenvolvida pelos estudantes do 5º semestre uniu pesquisa científica, educação em saúde e prática profissional em uma feira aberta à comunidade acadêmica
Os estudantes do 5º semestre do curso de Nutrição do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ) desenvolveram um Projeto Integrador voltado à importância da nutrição nos primeiros 1.100 dias de vida, período considerado decisivo para a promoção da saúde e a prevenção de doenças ao longo da vida. A iniciativa reuniu pesquisa científica, elaboração de materiais educativos e ações de educação alimentar apresentadas em uma feira aberta à comunidade acadêmica.
O projeto abordou o período que vai desde a pré-concepção (fase em que o casal está tentando engravidar) até a primeira infância, passando pela gestação, aleitamento materno e introdução alimentar.
Divididos em grupos, os estudantes aprofundaram diferentes eixos temáticos, como pré-concepção, gestação, lactação, introdução alimentar e obesidade infantil, sempre com foco na promoção da alimentação saudável.
Ao longo do semestre, os participantes produziram materiais educativos baseados em evidências científicas e desenvolveram atividades voltadas à conscientização sobre a importância desse período para o desenvolvimento infantil. O conteúdo foi compartilhado durante uma feira realizada ao final da disciplina, promovendo a troca de conhecimentos entre os estudantes e toda a comunidade acadêmica.
De acordo com a professora Izabella Tesoto, responsável pela atividade, o tema foi escolhido por representar uma das fases mais importantes para a formação da saúde do indivíduo. "Os primeiros 1.100 dias representam uma janela de oportunidade única para a promoção da saúde e a prevenção de doenças ao longo da vida. Costumamos comparar esse período à fundação de uma casa: é nele que são construídas as bases para a saúde da criança, que repercutirão na adolescência e na vida adulta."
Além de ampliar o conhecimento técnico sobre a área materno-infantil, o Projeto Integrador aproxima os estudantes da realidade da profissão, permitindo que a teoria seja aplicada em situações práticas de educação em saúde.
"Ao elaborar materiais educativos e conduzir ações de educação alimentar e nutricional, os estudantes exercitam competências que serão fundamentais em sua prática profissional, vivenciando situações reais de promoção da saúde", ressalta Izabella.
A atividade também contribuiu para o desenvolvimento de habilidades essenciais para a atuação do nutricionista, como pesquisa científica, trabalho em equipe, planejamento e comunicação com diferentes públicos.
Segundo a docente, outro aspecto importante foi a oportunidade de transformar conhecimentos técnicos em uma linguagem acessível. "Ao compartilhar informações com a comunidade acadêmica, os estudantes consolidaram seus próprios conhecimentos e desenvolveram maior segurança para atuar como futuros profissionais da saúde. Ensinar também é uma forma de aprender."







